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Blog de jarbascorinto
 


Meu texto literário

Caros amigos.

Recentemente, decidí me aventurar pela literatura. Após muito tentar e pensar, consegui escrever este pequeno texto abaixo. Agora queria que você, meu caro leitor conheça e avalie meu texto e deixe seu comentário no blog. Pode também enviar seu comentário, sua crítica para os meus e-mails: jarbascorinto@bol.com.br ou jarbasnews@yahoo.com.br

Muito obrigado.

 

O retorno da esperança

            Estamos a poucas horas de chegarmos em Catalão. Não vejo a hora de ver meus amigos e parentes, que a mais de dois anos não vejo. Saímos de Brasília logo após o almoço em um ônibus que saiu diretamente à nossa cidade. Essa é a melhor viagem que faço em minha vida, pois retorno de uma experiência bastante desagradável ao lado de Júlia, minha fiel companheira.

            No ano em que estávamos concluindo o curso técnico em magistério, o assunto que mais se ouvia entre a turma era a questão de emprego após a formatura. Eu e Julia, que já éramos namorados, combinamos tentar encontrar empregos juntos.

            Dois dias após o baile de colação de grau, Julia foi até minha casa com o intuito de contar-me sobre um anúncio de emprego que ela havia ouvido no rádio. Estava sendo anunciado em uma emissora de rádio de Brasília que naquela cidade uma nova escola que estava sendo inaugurada estava contratando vários funcionários, inclusive professores que fossem formados em magistério, o que é a nossa formação. Ela quis saber se eu não animaria ir em busca de emprego nesse colégio.

            Após uma semana de planejamento decidimos arriscar. Como víamos de uma formatura recente, onde a economia que tínhamos foi drasticamente reduzida, o nosso dinheiro era pouco. Mas dava para comprar as passagens e ainda sobrava alguns trocados.

            Assim que tudo foi arrumado, despedimos dos amigos, parentes e vizinhos e partimos para aquela viagem que, sem dúvida alguma, foi o grande erro de nossas vidas. Não imaginávamos o que nos esperavam na capital federal. Não é raro ouvirmos histórias de pessoas que procuram os grandes centros em busca de um emprego e sucesso e se frustram. E isso não foi diferente conosco.

            Assim que chegamos em Brasília, descemos do ônibus e de posse do endereço que Júlia havia anotado, fomos logo atrás da escola. Quando a encontramos após muita procura, a encontramos fechada para o almoço. Fomos procurar alguma coisa para comer e, algumas horas depois, retornamos. Ao chegar, procuramos a direção da mesma, e então, foi decepção geral para nós. A funcionária que nos atendeu, informou que não havia mais vagas na nossa área. Tentamos alguma função em outra área qualquer, pois, afinal, estávamos em outra cidade, ainda sem emprego, sem nenhum lugar para ficar e, pior, sem dinheiro. Portanto não conseguimos nenhum emprego ali. Saímos dali entristecidos, mas ainda com esperança de um outro emprego. Nesse primeiro dia, não encontramos nem esperança de uma vaga.

Com o pouco dinheiro que nos restava fomos para um dormitório para passar a noite. Antes passamos em uma lanchonete e comemos ali alguma coisa para não ficarmos de barriga vazia.

            No outro dia, saímos à procura de novas oportunidades de emprego e nada. Já não tínhamos dinheiro para comer. O único que restava era de pagar o dormitório mais uma noite. No outro dia, teríamos que dar um jeito na vida. Mais um dia de frustração, pois outra vez nada de emprego. Para comer tive que ajudar a descarregar um caminhão de mudanças, onde o proprietário nos deu um marmitex  e alguns trocados. Para dormir conseguimos, com dificuldade, que pudéssemos dormir na igrejinha de um bairro da cidade satélite de Brasília onde estávamos.

            Após uma semana de sofrimento, onde praticamente passamos fome, frio e sede, um proprietário de uma chácara nas proximidades da cidade nos propôs uma ajuda. Pagaria para nós dois um salário para que fossemos trabalhar ali em sua propriedade como caseiros. Alem desse salário, nos daria uma pequena quantia de alimentos para que passássemos o mês. O que faltasse tínhamos que comprar. Parecia pouco, mas para nós que encontrávamos naquela situação já era o bastante.

            Como não tínhamos nada de utensílios domésticos, o nosso patrão levou para a pequena casa em fomos morar, duas camas de solteiro, três jogos de mesa de bar, um fogão usado de duas bocas, algumas panelas e outros vazilhames usados e umas caixas de papelão, que nos serviu de guarda-roupas. Nesta propriedade vivemos com muita dificuldade por mais de um ano.

            Essa vida nós levamos com dificuldade, mas com a esperança de podermos um dia conseguirmos retornar a Catalão, pois já não tínhamos aquela ilusão com cidade grande como antes. Isso conseguimos graças a um emprego que conseguimos nos últimos quatro meses. Uma fazenda próxima à chácara onde residíamos era produtora de porcos para o abate. Certo dia o inspetor de um frigorífico da cidade satélite vizinha foi ali inspecionar a criação para adquirir a produção. Nesse dia eu fui ate essa propriedade e tive a oportunidade de conversar com ele. Ele disse que na empresa havia algumas vagas de emprego. Como eu o ajudei a trocar o pneu do seu carro que havia furado, ele prometeu-me que encaminharia eu e Julia a um posto de trabalho no frigorífico. Na outra semana fomos até lá e o procuramos. Ele prontamente nos recebeu e nos encaminhou ao departamento de pessoal. Seu apoio foi imprescindível. Na semana seguinte eu e Júlia já estávamos apostos no novo emprego, que nos favoreceu bastante, pois já tínhamos remuneração bem melhor do que na chácara. Era o suficiente para pagar o aluguel de uma pequena casa na zona urbana, fazer as despesas e sobrar um pouco de dinheiro.

            Mesmo com esse emprego já mais digno, nossa intenção não era permanecer nele por muito tempo. Após quatro meses ali, finalmente decidimos fazer essa feliz viagem de volta. As poucas coisas que conseguimos adquirir, doamos para a igreja que havíamos nos recolhido quando lá chegamos, pedimos demissão do emprego, e com o dinheiro que tínhamos economizado, pagamos as contas e compramos as passagens de volta.

            Agora estou muito ansioso, para chegar na casa dos meus pais, abraçá-los e depois visitar meus amigos queridos, visinhos e parentes. Já penso em arrumar um emprego, e quem sabe futuramente formalizar meu casamento com Júlia. Em Catalão, com certeza, as coisas são mais fáceis de se realizarem para nós, pois é nossa cidade natal.

 

Fim.



Escrito por jarbascorinto às 14h42
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Caro leitor!

Desde o ano de 2005 sou integrante do Movimento de Cursilhos de Cristandade de Catalão. Este movimento faz parte da Igreja Católica e tem como meta principal "Evangelizar os ambientes".  Eu sou um dos integrantes da diretoria do Setor Diocesano de Catalão. Minha função, juntamente com meu amigo e irmão de fé Haroldo Duarte, é a Comunicação Social. Sou também membro da diretoria do GED (Grupo Executivo Diocesano) como representante dos jovens cursilhistas.

Como responsável pela parte de Comunicação, criei um blog e um e-mail para o nosso movimento em Catalão.

Por favor acessem nosso blog: http://decolores.zip.net . Colaborem conosco também enviando mensagens para o e-mail: cursilhocatalao@bol.com.br



Escrito por jarbascorinto às 10h44
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NOVA PONTE DOS CARAPINAS

Caros amigos.

Aconteceu nesta última quarta feira, dia 18 de novembro, a inauguração da nova Ponte dos Carapinas, no Rio São Marcos. Na ocasião fizeram presentes várias autoridades, entre elas, o governador Alcides Rodrigues, o Deputado Federal Rubens Otoni, o deputado estadual Jardel Sebba, o prefeito de Catalão Velomar Rios, prefeitos de várias cidades vizinhas e o diretor da SEFAC em Catalão. Também tiveram lá um grande número de pessoas da comunidade para prestigiar o evento.

Não podia faltar nesse evento histórico, integrantes da Família Carapina, pois, afinal eram os grandes homenageados por essa magnifica obra. Eu estive lá, e fiquei muito feliz por ser o escolhido pela imprensa para contar a todos, através dos diversos meios de comunicação ali presentes a bela História dessa família que há muito tempo vem sendo o destaque daquela localidade.

A homenagem à família Carapina não foi por acaso. O primeiro membro da família chegou na região ainda no século XIX, por volta de 1860. Seu nome era José Braz Corinto, mais conhecido pelo apelido de "José Carapina". Devido a esse apelido, todos os seus descendentes também herdaram o apelido. Alí próximo à antiga Ponte dos Carapinas ele se instalou e criou um ponto para passagem de pessoas. Apesar da precariedade, era o unico meio das pessoas transporem de um lado para o outro do Rio São Marcos, através de troncos secos de árvores. Já no século XX, por volta dos anos 50, foi instalada ali uma balsa. Um dos netos do Sr. José Carapina, o meu avô Eliezér Corinto, o Eliezér Carapina, assumiu a responsabilidade sobre a mesma. O local recebeu o nome de "Porto Carapina". Esse nome foi aproveitado até pela Escola que havia ali próxima: a Escola Isolada Porto Carapina.

Com a implantação da cultura da soja na região de Santo Antônio do Rio Verde no final dos anos 70 e início dos anos 80, tornou se necessária a contrução de uma ponte no Rio São Marcos para que toda a produção de grãos daquela próspera região pudesse ser escoada com mais facilidade e segurança. Por isso, iniciou-se em 1984 a contrução de uma ponte alí próxima à balsa do Porto Carapina. Essa obra foi executada pela Prefeitura Municipal de Catalão, na administração do Sr. Haley Margom Vaz e contou com valiosa ajuda financeira de alguns sojicultores da região. Essa Ponte foi concluida em agosto de 1985 e foi inaugurada no dia 24 do mesmo mês.

Não se deve esquecer que meu avô, o Sr. Eliezér Carapina deu total e irrestrito apoio para a realização dessa obra. Uma parte de sua fazenda foi cedida para a prefeitura para a implantação do canteiro de obras. Ele fez isso sem cobrar nada por isso. Ele só queria que a obra fosse feita e pudesse atender e beneficiar o maior número de pessoas possível.

Devido a esse apoio, e a história que pesava sobre a ponte, ela recebeu o merecido nome: PONTE DOS CARAPINAS. E ela cumpriu um papel impar na consolidação do desenvolvimento da região. Ela facilitou, e muito, a chegada de novos produtores, vindos de diversas regiões do Brasil, e até mesmo do exterior, à região de Santo Antônio do Rio Verde e a região conhecida como Chapadão. Com isso, o município de Catalão, devido a essa importante região, ficou conhecida nacionalmente pela produção de diversos tipos de grãos e outras culturas, como a soja, milho, algodão, madeira de reflorestamento, laranja, trigo, entre outros.

Há mais ou menos tres anos atrás, iniciaram-se as obras de construção da Usina Hidrelétrica Serra do Facão, no Rio São Marcos. Com isso, a histórica Ponte dos Carapinas será inundada. Após algumas reuniões, manifestações e negociações, a Empresa SEFAC se comprometeu a contruir um nova ponte para mater a travessia e o tráfego na Rodovia GO 506. Com isso uma nova ponte, mais larga, de pista dupla foi contruida em um local apropriado. Parte da Rodovia GO 506 (batizada por Rodovia José Mathias, outro ilustre fazendeiro da região) também teve de ser relocada. Essa ponte, com 70 metros de altura e 526 metros de comprimento, é a terceira maior ponte do Estado de Goiás.

Lamentavelmente, um grupo de pessoas, desapercebidamente, tentou mudar o nome da nova ponte. Queriam colocar um nome que não tem nada a ver com tudo isso. O nome da ponte seria de um jovem rapaz que, em um acidente de trânsito faleceu recentemente. Ele, apesar de ser um rapaz de boa índole, jamais poderia ser o substituto de uma família inteira, que há mais de um século vem lutando pea melhoria da região, que tem uma história de luta muito grande, que é tradicional em toda a região.

Sendo assim, foi enviado à Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, através do Deputado Jardel Sebba, um requerimento, que após votado pelos parlamentares daquela casa legislativa, para que se registrasse o nome da nova ponte como "PONTE DOS CARAPINAS". Agora é oficial. Não tem como mudar mais, da mesma forma que não existe como mudar a história.

VIVA A "PONTES DOS CARAPINAS".

VISTA AÉREA DA NOVA PONTE DOS CARAPINAS

CERIMONIA DE INAUGURAÇÃO DA NOVA PONTE DOS CARAPINAS

 

 

 



Escrito por jarbascorinto às 21h23
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Olá amigos.

Este sou eu.

Tenho 34 anos, sou graduado em Letras, com licenciatura em Português pela UFG, Campus de Catalão.



Escrito por jarbascorinto às 20h27
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Olá amigos, meu nome é Jarbas Corinto, sou de Catalão, em Goiás e estou feliz por visitar meu blog.

Um abraço.



Escrito por jarbascorinto às 20h16
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